quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sentada na escada

Que posso eu fazer agora com a ampliação da mente,
Com os novos rostos que me surgem ao espelho de repente
De todos os sóis que já vi passar?
Todos esses personagens compunham um ser que por tempos oscilou na jornada do encontro com o humano, de humanidade, de congregação.
Paixões, afetos e desafetos se fazem e se fizeram em todas essas estradas do longo caminho da eternidade
A visita aos velhos amigos da auto imagem colocam-me em confusa psique de sentimentos gostos e paladares.
Das piores lembranças, debato as melhores que cobrem o que se padeceu, o que morreu e o que se fez morrer.
De alguma multidão de consciências más, as flores do caminho são tantas que reequilibro toda uma população de mentes de rosas e sonhos, de busca do bem, do bom, e da responsabilidade de fazer diferente.
Tenho tanto mel no meu saco de sal, que talvez o sal seja apenas um recurso para conservar o mel que provo ainda, e muitas vezes, sem gosto, por lembrar de tempos em que salguei outros mares.
A doce parte desse doce que tira chuva dos meus olhos e deixa todos os dentes da minha boa em vitrine bem exposta, sem medo e sem prosa, volta sem esforço nas manhãs nubladas que me trazem um indefinível bom humor, uma idéia de paz, um sentimento de recomeço. Quando as cinzas nuvens da manhã se fundiam com o horizonte da planície, sabia que era hora de passar o café, ou deixar alguém passar, pois a luz do sol viria me encontrar na escada, com o sorriso e olhar peculiar, qual identidade insubstituível.
Estamos todos a esperar. E todos comigo esperam, e me envolvem, e me dão a mão, e fazem todo o bem que podem.
Quando chegar e tomar consciência que chegou,
Fala perto e com nosso riso, pois esteve, por muito tempo, longe demais.
Eu saberei.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um toque de tanto faz

Com o tempo, quando se consegue abrir os mapas mentais, a gente começa a ficar com o que eu poderia chamar de um toque de “tanto faz”. Tanto faz se o outro é gordo ou magro, tanto faz se o cabelo está em um mal dia hoje, tanto faz se àquela pessoa tem um chapéu diferente. Tanto faz.
Nem todas as pessoas, portanto, alcançam a qualidade desse toque. É necessário dar uma volta ao mundo, e uma volta pelo seu próprio mundo. Pessoas diferentes, bagagens diferentes, doenças, belezas, beijos, trejeitos, atritos, preconceitos, cultura. Tudo converge para a ampliação do seu universo, logo, do seu mapa mental. A cada experiência quase passa, acompanha ou toma conhecimento, uma porta a um caminho diferente se abre. Então novos focos se tornam seletivos à sua atenção.
Neste caminho, além direcionamento para frente, há uma flutuação, um vôo com o pó de pirimpimpim que o conhecimento adquirido, com a humildade peculiar de uma criança que desperta para o novo, traz. A gente se eleva e as coisas se tornam pequenas. Daí que surge o famoso “tanto faz”. E esse “tanto faz” não parte de um dirigir supérfulo, apático ou conformista da vida, mas sim da certeza de que existe algo maior, algo que nos espera; tesouros de outros lugares. Logo, se a roupa é cara ou barata, se o outro é baixo ou alto, se o beltrano é exótico, ou não, tanto faz.
É estado de superioridade - sem a prepotência de um poder totalmente vulnerável - que vem quando se põe a energia vital em coisas realmente importantes e interessantes, buscando se desfazer dos penduricalhos da fofoca, do imediatismo, das paixões que geram ressacas morais e histórias de vida vazias. É estar no patamar do ser, do acontecer, do confiar, do amar o outro; é curtir o sol e sentir o orvalho da manhã nublada, é ter coragem de olhar no espelho e rir; rir da sua própria graça e fazer desse riso, sorriso poste de luz, convite à todos à vida verdadeira, sentida por todos os poros.
Caminho estranho, pois se faz uma trilha por caminhos há muito esquecidos de nós mesmos. Caminhos de espinhos que plantamos ou de rosas que doamos. Caminhos. Essa expedição é tensa e perigosa, mas excitante e enriquecedora. Visto que, se se dá a volta ao globo amplia-se a visão de mundo; se se faz mochilão para dentro de si , todo o globo curva-se à sua visão.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O mapa, realmente não é o território.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aos meus amigos

Que eu diga aos meus amigos
das manhãs que chorei,
das gargalhadas que dei,
das infantilidades que fiz,
das bobagens que a gente diz;
o quanto são importantes.

Que eu diga a estes gigantes
com afagos, minha presença;
com sorriso, minha gratidão;
com palavras, meu colo;
com graça, meu coração.

Amigos da eternidade
sou muito agradecida pela oportunidade
do amor exaltado, sentido;
por vivenciar e ter vivido
Ah! Meus compamheiros de jornada;
um sol inteiro brilha em e de mim
por todo esse jardim que a meu caminho, com carinho, perfuma
e maravilha a percepção da minha estrada.

Lívia Suhett

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tristeza no divã da esperança



Chove lá fora,
mas também aqui dentro.
E através de mim.

Vai ver que é água vinda do céu
Água de lavar a alma
Água para trazer a calma

Vai ver que a lágrima dissolve a dor
Lágrima que transpassa amor
Lágrima que devolve o bom humor

Vai se ver
Vai se sentir
Venho eu me descobrir
Para ter logo vontade de rir
A entender que nunca se está sozinho
Sempre há alguém para um chamego um carinho
Alguém em forma de mãe, irmão, amigo, cão, estrela, sol, livro e chuva
Essa chuva, sempre me lavando
Sempre me reciclando
Sempre me ensolarando.

Oh! Chuva
Chuva lava mente
Chuva que faz minha semente, que cochila, acordar
Tenho que agradecer além de você, Quem te manda
Hoje, agora e amanhã
Abrindo os olhos ou não, pelo meu despertar.


Lívia Suhett

terça-feira, 26 de abril de 2011

Borboletas na barriga

Achei que tinha encontrado minha alma gêmea, minha outra metade, a tampa da minha panela, ou seja lá como é chamada àquela pessoa que faz borboletas baterem asas na sua barriga quando você a vê, ouve sua voz ou sente seu toque.
Com o tempo, coloquei em prática o que tanto passo para os outros em meus treinamentos: objetivos devem se proibidos de ter pessoas como metas, como sonho. O outro é um ser complexo, que pode não querer ficar mais com você _ e acreditem que mesmo te amando podem fazer isso_, pode ir para outra dimensão, pode ir para não mais voltar, etc: ele também tem seus objetivos.
O outro deve ser agraciado, amado, bem recebido, namorado, acarinhado, pois faz-se necessário o amor conjugal para o ser humano por questões diversas da sensibilidade e racionalidade. Porém, o amado ou amada deve vir para adicionar amor, não para completar. Quando completa, se o outro sái, a gente cái.
É difícil quando se está apaixonado pensar nisso. Esquecemos de uma coisa muito importante: do nosso valor. O entregamos _ se o admitimos_ ao outro: ele é quem tem o valor. E quando há um desenlace, o perdemos.
Como? Como? Sim, demos ao outro e esquecemos de fazer uma poupança reserva para nós e daí: sofremos.
Ficar triste? Legal, faz parte; é bom para a reflexão da compreensão das diferenças. Contudo o sofrimento pode ser tornar um aperitivo que nos deixa a esperar pelo prato principal: a depressão.
Concluindo, digo e repito que deve-se sim namorar, casar, viver um conto de fadas, sorrir, ir ao cinema, dividir o último chiclete de menta. Mas primeiro, se deve olhar para a cara que vemos diante do espelho todo o dia de manhã e dá uma boa cantada nela, pois, de tanto insistir, vamos nos apaixonar por essa pessoa linda que está conosco todo o tempo, nos dá força e sentimentos e serve de cupido quando passa um possível "causador de frio na barriga" do outro lado da rua: nós mesmos.

domingo, 27 de março de 2011

Colcha de Retalhos

Tudo ainda parece flutuar. Tudo dando certo e o coração bombeando amor e realizações. Faltam encaixar-me algumas peças. O porquê de certos sentimentos que me atravessam sem pedir licença, que tem ligações com sapos do passado que não viraram príncipes. Que confusão emocional é essa? Que mundo é esse que se torna abstrato? Percebi que a cada "problema" de que se saí, tudo se tornou mais etéreo, com mais ou menos valor, contudo principalmente, descobri que somos reponsáveis únicos por nossas faltas. O melhor disso tudo, é sentir que estamos sempre acompanhados, seja pela família e amigos terrenos, seja pelos amigos de outra dimensão. Continuo no caminho a juntar meus retalhos e reescrever um novo fim de encarnação.

Muitas peças precisam ser juntadas e agradeço todos os dias os recursos que Ele me concede. Escrevo este texto em momento TPMístico, contudo consciente. Ode a vida. O autodescobrimento é linha tênue entre a sabedoria e a loucura. Força e coragem, pois, como diz minha irmã: "a pior hipótese ainda é a melhor".