Que eu diga aos meus amigos
das manhãs que chorei,
das gargalhadas que dei,
das infantilidades que fiz,
das bobagens que a gente diz;
o quanto são importantes.
Que eu diga a estes gigantes
com afagos, minha presença;
com sorriso, minha gratidão;
com palavras, meu colo;
com graça, meu coração.
Amigos da eternidade
sou muito agradecida pela oportunidade
do amor exaltado, sentido;
por vivenciar e ter vivido
Ah! Meus compamheiros de jornada;
um sol inteiro brilha em e de mim
por todo esse jardim que a meu caminho, com carinho, perfuma
e maravilha a percepção da minha estrada.
Lívia Suhett
terça-feira, 27 de setembro de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Tristeza no divã da esperança
Chove lá fora,
mas também aqui dentro.
E através de mim.
Vai ver que é água vinda do céu
Água de lavar a alma
Água para trazer a calma
Vai ver que a lágrima dissolve a dor
Lágrima que transpassa amor
Lágrima que devolve o bom humor
Vai se ver
Vai se sentir
Venho eu me descobrir
Para ter logo vontade de rir
A entender que nunca se está sozinho
Sempre há alguém para um chamego um carinho
Alguém em forma de mãe, irmão, amigo, cão, estrela, sol, livro e chuva
Essa chuva, sempre me lavando
Sempre me reciclando
Sempre me ensolarando.
Oh! Chuva
Chuva lava mente
Chuva que faz minha semente, que cochila, acordar
Tenho que agradecer além de você, Quem te manda
Hoje, agora e amanhã
Abrindo os olhos ou não, pelo meu despertar.
Lívia Suhett
terça-feira, 26 de abril de 2011
Borboletas na barriga
Achei que tinha encontrado minha alma gêmea, minha outra metade, a tampa da minha panela, ou seja lá como é chamada àquela pessoa que faz borboletas baterem asas na sua barriga quando você a vê, ouve sua voz ou sente seu toque.
Com o tempo, coloquei em prática o que tanto passo para os outros em meus treinamentos: objetivos devem se proibidos de ter pessoas como metas, como sonho. O outro é um ser complexo, que pode não querer ficar mais com você _ e acreditem que mesmo te amando podem fazer isso_, pode ir para outra dimensão, pode ir para não mais voltar, etc: ele também tem seus objetivos.
O outro deve ser agraciado, amado, bem recebido, namorado, acarinhado, pois faz-se necessário o amor conjugal para o ser humano por questões diversas da sensibilidade e racionalidade. Porém, o amado ou amada deve vir para adicionar amor, não para completar. Quando completa, se o outro sái, a gente cái.
É difícil quando se está apaixonado pensar nisso. Esquecemos de uma coisa muito importante: do nosso valor. O entregamos _ se o admitimos_ ao outro: ele é quem tem o valor. E quando há um desenlace, o perdemos.
Como? Como? Sim, demos ao outro e esquecemos de fazer uma poupança reserva para nós e daí: sofremos.
Ficar triste? Legal, faz parte; é bom para a reflexão da compreensão das diferenças. Contudo o sofrimento pode ser tornar um aperitivo que nos deixa a esperar pelo prato principal: a depressão.
Concluindo, digo e repito que deve-se sim namorar, casar, viver um conto de fadas, sorrir, ir ao cinema, dividir o último chiclete de menta. Mas primeiro, se deve olhar para a cara que vemos diante do espelho todo o dia de manhã e dá uma boa cantada nela, pois, de tanto insistir, vamos nos apaixonar por essa pessoa linda que está conosco todo o tempo, nos dá força e sentimentos e serve de cupido quando passa um possível "causador de frio na barriga" do outro lado da rua: nós mesmos.
Com o tempo, coloquei em prática o que tanto passo para os outros em meus treinamentos: objetivos devem se proibidos de ter pessoas como metas, como sonho. O outro é um ser complexo, que pode não querer ficar mais com você _ e acreditem que mesmo te amando podem fazer isso_, pode ir para outra dimensão, pode ir para não mais voltar, etc: ele também tem seus objetivos.
O outro deve ser agraciado, amado, bem recebido, namorado, acarinhado, pois faz-se necessário o amor conjugal para o ser humano por questões diversas da sensibilidade e racionalidade. Porém, o amado ou amada deve vir para adicionar amor, não para completar. Quando completa, se o outro sái, a gente cái.
É difícil quando se está apaixonado pensar nisso. Esquecemos de uma coisa muito importante: do nosso valor. O entregamos _ se o admitimos_ ao outro: ele é quem tem o valor. E quando há um desenlace, o perdemos.
Como? Como? Sim, demos ao outro e esquecemos de fazer uma poupança reserva para nós e daí: sofremos.
Ficar triste? Legal, faz parte; é bom para a reflexão da compreensão das diferenças. Contudo o sofrimento pode ser tornar um aperitivo que nos deixa a esperar pelo prato principal: a depressão.
Concluindo, digo e repito que deve-se sim namorar, casar, viver um conto de fadas, sorrir, ir ao cinema, dividir o último chiclete de menta. Mas primeiro, se deve olhar para a cara que vemos diante do espelho todo o dia de manhã e dá uma boa cantada nela, pois, de tanto insistir, vamos nos apaixonar por essa pessoa linda que está conosco todo o tempo, nos dá força e sentimentos e serve de cupido quando passa um possível "causador de frio na barriga" do outro lado da rua: nós mesmos.
domingo, 27 de março de 2011
Colcha de Retalhos
Tudo ainda parece flutuar. Tudo dando certo e o coração bombeando amor e realizações. Faltam encaixar-me algumas peças. O porquê de certos sentimentos que me atravessam sem pedir licença, que tem ligações com sapos do passado que não viraram príncipes. Que confusão emocional é essa? Que mundo é esse que se torna abstrato? Percebi que a cada "problema" de que se saí, tudo se tornou mais etéreo, com mais ou menos valor, contudo principalmente, descobri que somos reponsáveis únicos por nossas faltas. O melhor disso tudo, é sentir que estamos sempre acompanhados, seja pela família e amigos terrenos, seja pelos amigos de outra dimensão. Continuo no caminho a juntar meus retalhos e reescrever um novo fim de encarnação.
Muitas peças precisam ser juntadas e agradeço todos os dias os recursos que Ele me concede. Escrevo este texto em momento TPMístico, contudo consciente. Ode a vida. O autodescobrimento é linha tênue entre a sabedoria e a loucura. Força e coragem, pois, como diz minha irmã: "a pior hipótese ainda é a melhor".
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ele veio a praia
As crianças são as preciosidades que vem para a nossa vida, encher-nos de infância.
Hoje à tarde, fui com minha irmã e minhas três sobrinhas, Vick, Priscilinha e Vivi de 5, 4 e 3 anos, respectivamente, pegar o restinho de sol da tarde.
Sem roupas apropriadas para banho, contentamo-nos apenas em molhar os pés. E ficamos esperando... O fim da onda vinha e nós corríamos; depois esperávamos o próximo para gritar e fugir da água.
Em um pequeno intervalo, Priscilinha me chamou a atenção com um semblante diferente: "Olha lá tia! Olha lá!". Eu olhei para onde apontava e vi um homem que passara por nós correndo com a camisa - de cor preta- presa a sua cabeça como um cabelo meio longo.
Com os olhos a brilhar e com uma emoção que quase a tirava o fôlego, ela completou: "É Jesus! É Jesus, tia!
Cegueira por contaminação
Muitas vezes, quando se chega a um lugar que não se conhece, as primeiras pessoas a qual se tem contato, acabam por apresentar-nos o ambientes e as ambientações. Por ambientações, quero dizer, clima, atmosfera do local: fala-se das pessoas metidas, com problemas, turronas, etc. Então, quando trocamos um "olá, muito prazer" com as tais, estamos, muitas vezes, já com nossos filtros mentais contaminados.
Há pouco tempo, isso aconteceu comigo. Fui fazer um consultoria, e dentre as pessoas que conheci, tinha um senhor que tinha sofrido um acidente. Disseram que era ótimo profissional, mas que o acidente o deixara sequelado.
Todos, inclusive eu, o tratavam com aquela atenção peculiar que se dá a uma criança, que julgamos falar besteiras e acatamos com carinho a sua "ignorância".
Pois bem. Acontece que, fiquei na mesma sala do tal senhor a trabalhar, por um bom tempo.
Puxava assunto toda hora que ele entrava e, aos poucos, ele começou a falar comigo. Aquele "impotente" senhor - era como julgava, mesmo indiretamente -, era um centro de inteligência. No início, noventa e oito por cento do que ele falava eu não entendia, mas acompanhá-lo nas boas gargalhadas, mesmo eu sem entender o porquê, era particularmente gostoso.
Que papelão meu! A vida vem sempre a me ajudar com a cegueira que causa a contaminação por parte das pessoas. Claro que tem suas vantagens a idéia prévia que se tem delas, pois isso pode nos salvar de muitas coisas, contudo, muito bom é separar as idéias do que o real conhecimento, deixando uma coisa paralela a outra. Despir-se de pré julgamentos é sempre bom, quando se fala de uma possível insanidade passiva.
Afinal, é aconselhável estar leve, bem leve, para o que o mundo nos apresenta todos os dias; descobrir que certas bactérias fazem bem para o organismo e que o imaginário do outro pode enriquecer - mais do que se pode contabilizar-o nosso.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Aposta
E ela encontra um porto, nos braços do outro que dizia odiar. Que amor era aquele, que agora despertava, de um sono latente, por ele que sempre a esperara voltar?
A vida segue rumos que o coração nem sabe, mas a situação real, tão sonhada, afinal vem se fazer vivenciar.
E ela ainda tem medo. A perda ainda está no seu olhar. Mas a conclusão que se faz presente é a sua frieza, o seu distanciar, dos braços daquele que ama e se deixa amar.
Que insegurança para saltar, para de dar, se doar, abraçar, beijar, a realidade sublime, a brincadeira de criança, o sonho da infância que lhe dava esperança de um porvir rico e cheio de flores, de promessas e amores, emoções multicores num mesclado de gargalhadas e dores.
Uma das duas deve ganhar: a alegria ou a insegurança; só uma deve reinar.
Vontade para largar é igual a vício, pensamento positivo e repetição, busca da disciplina e da resignação.
A vida segue rumos que o coração nem sabe, mas a situação real, tão sonhada, afinal vem se fazer vivenciar.
E ela ainda tem medo. A perda ainda está no seu olhar. Mas a conclusão que se faz presente é a sua frieza, o seu distanciar, dos braços daquele que ama e se deixa amar.
Que insegurança para saltar, para de dar, se doar, abraçar, beijar, a realidade sublime, a brincadeira de criança, o sonho da infância que lhe dava esperança de um porvir rico e cheio de flores, de promessas e amores, emoções multicores num mesclado de gargalhadas e dores.
Uma das duas deve ganhar: a alegria ou a insegurança; só uma deve reinar.
Vontade para largar é igual a vício, pensamento positivo e repetição, busca da disciplina e da resignação.
E ela resolveu apostar: tudo estava certo. Queria viver dia a dia, queria voltar a sonhar! Vive hoje romance embaladado em sinfonias suaves, e só para as boas coisas dá ouvidos; prefere viver em paz e sabe que tudo pode acabar, mas agradecerá eternamente por simplesmente ter vivido.
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